PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES EM SAÚDE (PICS) COMO ESTRATÉGIA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: DESAFIOS, EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS E PERSPECTIVAS PARA O SUS
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n6p632-650Palabras clave:
Práticas Integrativas e Complementares. Saúde Mental. Atenção Primária à Saúde. Promoção da Saúde. Sistema Único de Saúde.Resumen
As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) vêm ampliando sua presença no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na Atenção Primária à Saúde (APS), onde podem ser incorporadas às ações de promoção da saúde, prevenção de agravos e cuidado integral. No campo da saúde mental, práticas como meditação, yoga, acupuntura, auriculoterapia, musicoterapia e outras intervenções integrativas têm sido utilizadas como recursos complementares para manejo do estresse, ansiedade, sofrimento emocional e promoção do bem-estar. O presente estudo tem como objetivo analisar a utilização das PICS como estratégia de promoção da saúde mental na APS, considerando as evidências científicas disponíveis, os desafios relacionados à implementação e as perspectivas para seu fortalecimento no SUS. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, fundamentada em estudos nacionais e internacionais e documentos oficiais relacionados às PICS, saúde mental e Atenção Primária. As evidências demonstram resultados heterogêneos entre diferentes práticas e desfechos, indicando que sua incorporação deve considerar qualidade metodológica das pesquisas, segurança, capacitação profissional, preferências dos usuários e avaliação dos resultados. Entre os principais desafios encontram-se desigualdades na oferta, fragilidade da institucionalização, necessidade de formação profissional, financiamento, monitoramento e produção de evidências mais robustas. Conclui-se que as PICS podem ampliar as possibilidades de cuidado em saúde mental na APS quando utilizadas como estratégias complementares, integradas às demais ações da Rede de Atenção à Saúde e fundamentadas em evidências, segurança, integralidade e autonomia do usuário.
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