Entre Capas y Catástrofes
Museos Escolares Creacionistas como Puentes entre la Ciencia y la Cosmovisión
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n1p1688-1717Palabras clave:
Museos escolares, Geología del Diluvio, Diseño inteligente, Pluralismo epistemológico, Alfabetización científicaResumen
El artículo examina museos escolares de Paleontología como espacios de aprendizaje activo capaces de integrar ciencia, cultura y cosmovisión en un contexto educativo plural. Al reconocer la función histórica de los museos en la difusión del conocimiento, se sostiene que la curaduría paleontológica a menudo opera bajo un encuadre evolucionista-naturalista presentado como consenso, con escasa explicitación de sus supuestos y baja visibilidad de interpretaciones alternativas. Se propone, así, que los museos escolares confesionales adopten exposiciones comparativas, en las que fósiles y estratos se analicen a la luz de modelos concurrentes, entendiendo que cada modelo ilumina facetas distintas de un mismo registro. En la fundamentación, se revisita el debate entre uniformitarismo y catastrofismo y se discute cómo la geología creacionista/diluviana interpreta parte del registro sedimentario como producto de eventos globales de alta energía. También se sintetizan conceptos del diseño inteligente, como complejidad irreducible e información especificada, tratados como una hipótesis controvertida, pero relevante para problematizar inferencias en las ciencias históricas. Desde el punto de vista pedagógico, se sostiene que los museos escolares funcionan como laboratorios vivos para la alfabetización científica, la argumentación y la reflexión epistemológica, articulando la identidad confesional con las competencias de la BNCC y del ENEM. Por último, se reconocen límites y críticas, incluidas resistencias académicas y riesgos de proselitismo, y se defiende una mediación docente basada en preguntas investigativas, de modo que la enseñanza genere más preguntas bien formuladas que respuestas finales para el estudiantado.
Descargas
Citas
ADVENTISTAS. Por que ensinamos o Criacionismo? Rede Educacional Adventista, 2024. Disponível em: https://www.educacaoadventista.org.br/por-que-ensinamos-criacionismo/ Acessado em 02/10/2025.
ALVES, V. M. S. Museus escolares no Brasil: de recurso de ensino ao patrimônio e à museologia. Belo Horizonte: UFMG, 2016. Disponível em: https://www.unirio.br/ppg-pmus/copy4_of_vania_maria_siqueira_alves.pdf Acessado em 04/02/2026.
BEHE, M. A caixa preta de Darwin: o desafio da bioquímica à teoria da evolução. São Paulo: Editora Mackenzie, 2019.
BEZERRA, J. C. M. O Ensino da Paleontologia na Educação Básica: desafios e possibilidades. TCC (Licenciatura em Ciências Biológicas). Centro de Ensino Superior, Universidade Federal de Campina Grande. 2022. Disponível em: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/bitstream/riufcg/24366/1/JEFERSON%20CHESMAN%20MARQUES%20BEZERRA%20-%20TCC%20LICENCIATURA%20EM%20CI%C3%8ANCIAS%20BIOL%C3%93GICAS%20CES%202022.pdf Acessado em 04/02/2026.
BORGES, E. S. Direito Educacional E Ciência: o ensino da teoria do design inteligente nas disciplinas de ciências e biologia nas escolas públicas, à luz do direito fundamental do livre acesso à informação e dos princípios que norteiam o direito educacional. Curso de Direito. 2018. Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). TCC, 2018.
BOTELHO, L. L. R.; CUNHA, C. C. A.; MACEDO, M. O método da revisão integrativa nos estudos organizacionais. Revista Eletrônica de Gestão Organizacional, v. 9, n. 1, p. 121–136, 2011.
BRANDÃO, E. et al. Ciência que revela as engrenagens da vida. Vol. 1. São Paulo: UNASP, 2023.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Brasília: MEC, 2017.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC, 1997.
COFFIN, H.; BROWN. R.; GIBSON, L. J. Origin by Design. Washington, DC: Review and Herald, 1983.
CUVIER, G. Recherches sur les ossemens fossiles de quadrupèdes. Paris: Deterville, 1812.
DARWIN, C. On the Origin of Species by Means of Natural Selection. London: John Murray, 1859.
DEMBSKI, W. The Design Inference: Eliminating Chance through Small Probabilities. Cambridge: Cambridge University Press, 1998.
DEWEY, J. Experience and education. New York: Macmillan, 1938.
DOBZHANSKY, T. Nothing in Biology Makes Sense Except in the Light of Evolution. The American Biology Teacher, v. 35, n. 3, p. 125–129, 1973.
FARIA, F. O Atualismo entre uniformitaristas e catastrofistas. Revista Brasileira de História da Ciência, Rio de Janeiro, v. 7, n. 1, p. 101–109, 2014.
FISHER, R. A. The Genetical Theory of Natural Selection. Oxford: Clarendon Press, 1930.
GRANT, M. J.; BOOTH, A. A typology of reviews: an analysis of 14 review types and associated methodologies. Health Information & Libraries Journal, v. 26, n. 2, p. 91–108, 2009.
JESSON, J.; MATHESON, L.; LACEY, F. M. Doing your literature review: traditional and systematic techniques. London. Sage, 2011.
KELLNER, A. Museus e a divulgação científica no campo da Paleontologia. Revista Ciência Hoje, Rio de Janeiro, v. 36, n. 213, 2005.
KUHN, T. S. A Estrutura das Revoluções Científicas. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 1978 [1962].
LEONARDI, G. Mais pegadas de dinossauros na Paraíba. Revista Ciência Hoje, v. 3, n. 14, p. 64–69, 1985.
LYELL, C. Principles of Geology. London: John Murray, 1830–1833.
MACHADO, M. F. (Im)possibilidade de narrar Deus numa sociedade pós-metafísica : plausibilidade de um discurso alternativo a origem da vida. 2013. 124 f. Tese (Doutorado em Educação) - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2013.
MELO, A. C. et al. O Museu de Ciências do Sistema Terra como espaço para o ensino de Paleontologia. Universidade Federal de Ouro Preto, 2018.
MEYER, S. C. Signature in the Cell: DNA and the Evidence for Intelligent Design. New York: HarperOne, 2009.
MORRIS, H. M. The Genesis Flood. Grand Rapids: Baker, 1961.
MORRIS, H. M. The Enigma of Origins. San Diego: Master Books, 2006 [1ª ed. 1982].
ORIGENS, Ciências das. Sociedade Criacionista Brasileira. No 2: Maio-Agosto. 2002. Disponível em: https://scb.org.br/wp-content/uploads/2013/12/ciencia-das-origens-02.pdf Acessado em 02/10/2025.
PASTEUR, L. Oeuvres de Pasteur. Paris: Masson, 1939. [Frase atribuída: “Um pouco de ciência afasta de Deus, muito nos aproxima d’Ele”].
PETERS, M. D. J. et al. Guidance for conducting systematic scoping reviews. International Journal of Evidence-Based Healthcare, v. 13, n. 3, p. 141–146, 2015.
Pires, C. J. O Dilúvio: Impactos de Asteroides, Extinções em Massa, as Glaciações, a Formação do Atlântico e a Arca de Noé. Curitiba, PR. 2018. Ed. do autor. 856 p. ISBN 978-85-924341-1-3. Disponível em: <https://www.deusexisteumdesafio.com/capitulo/o-diluvio-impactos-de-asteroides-extincoes-em-massa-as-glaciacoes-a-formacao-do-atlantico-e-a-arca-de-noe>. Acesso em: 13.10.2025.
POPPER, K. Conjecturas e Refutações. Brasília: Editora da UnB, 1982 [1963].
SAMPAIO, W. F. A paleontologia no ensino de ciências: uma proposta de formação continuada para professores. 2020. 221 f. Dissertação (Mestrado em Ensino e Processos Formativos) – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Jaboticabal, 2020.
SCOTT, E. Evolution vs. Creationism: An Introduction. Berkeley: University of California Press, 2004.
SNYDER, H. Literature review as a research methodology: An overview and guidelines. Journal of Business Research, v. 104, p. 333–339, 2019.
SOUZA JUNIOR, N. N. de. (2021). A Grande Extinção em Massa. Evidências e implicações da maior tragédia ambiental da história da Terra. 1. Ed. Casa Publicadora Brasileira. Tatuí. SP. 352 p.
VIEIRA, K. et al. A contribuição dos museus para a institucionalização e difusão da Paleontologia. Revista da SBPC, São Paulo, 2007.
WHITE, E. G. Educação. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2005.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Reginéa de Souza Machado, Gustavo Gesini Britto, Jonatas Collaço de Souza , Maura Eduarda Lopes Brandão, Wilson Quiroga Saavedra , Marcio Fraiberg Machado

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Você tem o direito de:
- Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
- Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
- O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
- Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado , prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas . Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
- Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.