A ALFABETIZAÇÃO NO CONTEXTO DO ESPECTRO AUTISTA
CONTRIBUIÇÕES DA DISCURSIVIDADE E DA FENOMENOLOGIA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n1p2411-2430Palabras clave:
Autismo; Alfabetización discursiva; El problema de las otras mentes; Inclusión educativa.Resumen
Este artículo analiza los desafíos de la alfabetización discursiva en el contexto del Trastorno del Espectro Autista (TEA), problematizando los costos de atribuir intenciones comunicativas desde el marco teórico del problema filosófico de las otras mentes. El objetivo central es discutir cómo las particularidades cognitivas del TEA —consideradas no como déficits, sino como diferencias neurofuncionales, a la luz del paradigma de la neurodiversidad— impactan los procesos de producción del lenguaje y la lengua escrita, con el fin de proponer estrategias pedagógicas inclusivas. A partir de una revisión bibliográfica interdisciplinaria que articula la Filosofía Fenomenológica, la Psicología Cognitiva y la Pedagogía Histórico-Crítica, el texto examina la concepción husserliana de la presentación como mecanismo de atribución de estados mentales. Esta base sustenta el análisis de los obstáculos que enfrentan las personas con TEA en las prácticas intersubjetivas, reinterpretando estos desafíos como una vía de doble sentido, en la que las personas neurotípicas también encuentran dificultades para comprender las mentes autistas. La discusión contrasta los enfoques pedagógicos mecanizados —que se alinean con una tendencia a centrarse en los detalles— con los enfoques discursivos, que priorizan la construcción de significado en contextos sociales significativos. Concluye que la eficacia de la alfabetización para el alumnado de educación para adultos depende de la redefinición de sus objetivos: ya no como un mero aprendizaje técnico de un sistema lingüístico, sino como un proceso de inserción en prácticas lingüísticas sociales que acogen y valoran las múltiples formas de enunciación y presencia del sujeto neurodiverso.
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