USO DO ULTRASSOM ESTACIONÁRIO EM FRATURAS DE OSSOS LONGOS: ESTUDO DE CASO DE INTERVENÇÃO NA CONSOLIDAÇÃO ÓSSEA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n3p619-637Palabras clave:
Fraturas ósseas, Consolidação da fratura, Terapia por ultrassom, FisioterapiaResumen
O osso é um tecido conjuntivo que se modifica ao longo da vida. A fratura caracteriza-se pela interrupção da continuidade óssea, podendo ocorrer por fatores mecânicos, quando a carga aplicada supera a resistência do osso, ou por fatores biológicos, decorrentes de alterações celulares e estruturais. As fraturas são classificadas conforme extensão, tipo e direção da linha de fratura. A cicatrização óssea é um processo biológico complexo, dividido em fases: hematoma, inflamatória, calo mole, calo duro e remodelação. O tratamento visa restaurar a função do osso, podendo ser cirúrgico ou conservador. Entre os recursos fisioterapêuticos, o ultrassom terapêutico (UST), especialmente em modo pulsado e baixa intensidade, tem se mostrado promissor na aceleração do reparo ósseo, embora seu mecanismo de ação ainda não esteja totalmente esclarecido. Este estudo objetivou analisar o uso do ultrassom estacionário em fraturas de ossos longos, avaliando sua eficácia na consolidação óssea. O presente trabalho caracteriza-se como um estudo de caso de abordagem qualiquantitativa e finalidade exploratória. A coleta de dados foi realizada por meio de intervenção terapêutica na cidade de Patos-PB. Os critérios de inclusão foram idade superior a 18 anos, histórico de fratura de osso longo e consentimento formal via Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE. Foram excluídos indivíduos com alterações cognitivas que dificultassem a compreensão, osteomielite ou infecções associadas. A coleta de dados envolveu questionário sociodemográfico e avaliação fisioterapêutica específica, seguida de análise e representação gráfica utilizando Microsoft Word. Após a aplicação do UST pulsado de baixa intensidade, observou-se evolução da consolidação óssea, evidenciada por exames radiográficos, com formação de calo ósseo, melhor alinhamento dos fragmentos e progresso da remodelação. Conclui-se que o ultrassom terapêutico estacionário apresentou efeitos positivos como recurso auxiliar em fraturas tratadas de forma conservadora, reforçando sua relevância como estratégia complementar na fisioterapia ortopédica.
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