SUBJETIVIDADE DO TEMPO, DIREITO E DEMOCRACIA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n3p721-737Palabras clave:
Subjetividade Capitalista; Tempo e Trabalho, Alienação.Resumen
A dissertação trata da formação da subjetividade capitalista a partir da década de 1930, defendendo que a modernidade capitalista reorganizou profundamente as estruturas temporais da vida social. O tempo, antes orientado por ritmos naturais e pelo trabalho artesanal, passou a ser racionalizado e subordinado à lógica produtiva, convertendo-se em instrumento de disciplina e poder. O estudo, de natureza bibliográfica e fundamentada na teoria social crítica, analisa o controle do tempo como elemento central da constituição do sujeito moderno, articulando as categorias de tempo e trabalho alienado, poder, subjetividade e democracia. A investigação desenvolve-se em três eixos, o capitalismo como organizador da experiência temporal, o poder como mecanismo de controle da historicidade e a rotina alienada como expansão da lógica produtiva para além do trabalho. Destaca-se a influência da ética protestante e da Revolução Industrial na formação de uma subjetividade disciplinada e na imposição de ritmos homogêneos de produção. A laborização do cotidiano evidencia a ampliação da racionalidade produtiva ao tempo livre e à esfera pública. A democracia é compreendida de forma ambivalente, podendo reforçar a racionalidade instrumental ou abrir espaços de pluralidade e criação. Conclui-se que, o controle do tempo é mecanismo central de dominação na modernidade capitalista, mas também espaço de disputa, exigindo a reinvenção democrática da temporalidade social em favor da autonomia e da liberdade.
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