ABORDAGEM ENDODÔNTICA EM PACIENTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS DE MANEJO
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n4p5-24Palavras-chave:
autismo; conduta; dificuldadeResumo
O cuidado odontológico adequado é fundamental para a saúde geral e a qualidade de vida, pois doenças bucais não tratadas podem causar dor, constrangimento e prejuízos funcionais ao paciente. Entre os grupos que demandam atenção individualizada estão os pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), condição caracterizada por alterações na comunicação, na interação social e na sensorialidade, que podem dificultar o manejo clínico odontológico. A prevalência de TEA é significativa no mundo e no Brasil, esses indivíduos apresentam riscos elevados de desenvolvimento de cárie, doença periodontal e traumas orais, devido a fatores comportamentais, motores e sensoriais. Ademais, apresentam elevados níveis de cárie, visto que há dificuldade de higiene bucal adequada, uso de medicamentos que reduzem o fluxo salivar e resistência às consultas odontológicas. Com a progressão da cárie até o comprometimento pulpar, faz-se necessário realizar o tratamento endodôntico para que o dente se torna viável e impeça prejuízo maiores ao paciente, porém o manejo para este caso torna-se ainda mais complexo, pois o procedimento requer um alto grau de cooperação. Diante desses desafios, destaca-se a necessidade de estratégias adaptadas e abordagens humanizadas para pacientes com TEA que precisam realizar tratamento endodôntico. Dessa forma, esta revisão busca identificar as principais dificuldades e as estratégias descritas na literatura para o tratamento endodôntico de pacientes com TEA.
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