Políticas Públicas Voltadas à Saúde da População Carcerária e os Desafios da Integralidade do Cuidado no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n4p51-66Palavras-chave:
Acesso aos Serviços de Saúde; Politícas de saúde; Superlotação Carcerária; Sistema Único de Saúde.Resumo
OBJETIVO: analisar as políticas públicas direcionadas à saúde das pessoas privadas de liberdade e discutir os desafios relacionados à integralidade do cuidado no sistema prisional brasileiro, à luz dos princípios e diretrizes estabelecidos pelo SUS. MÉTODOS: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo. A busca foi realizada nas bases SciELO, BVS, LILACS e MEDLINE/PubMed, complementada por documentos oficiais, legislações, portarias e publicações governamentais relacionadas à saúde prisional. Foram incluídos estudos publicados entre 2015 e 2026, disponíveis na íntegra e alinhados ao objetivo da pesquisa. Ao final do processo de seleção, sete documentos compuseram a amostra analisada. RESULTADOS: Os achados evidenciaram avanços importantes com a implementação do Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário e da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade, que ampliaram a inserção da população carcerária no SUS. Entretanto, persistem desafios relacionados à superlotação, subnotificação de agravos, insuficiência de equipes de saúde, dificuldades de acesso à rede especializada, fragilidade da articulação intersetorial e limitações na continuidade do cuidado. CONCLUSÃO: Conclui-se que as políticas públicas promoveram avanços significativos na garantia do direito à saúde da população prisional, porém a efetivação da integralidade do cuidado ainda depende da superação de barreiras estruturais, organizacionais e institucionais, bem como do fortalecimento da articulação entre saúde, justiça e assistência social. Escrever aqui o resumo
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