PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ÓBITOS POR TENÍASE E CISTICERCOSE NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n4p1618-1635Palavras-chave:
Cisticercose;, Epidemiologia;, Monitoramento Epidemiológico;, Teníase.Resumo
Introdução: O complexo teníase/cisticercose (CTC) consiste em um conjunto de patologias causadas por espécies de Taenia solium e T. saginata. Classificado como doença tropical negligenciada, o CTC atua como um forte indicador de vulnerabilidade socioeconômica, estando intrinsecamente associado à precariedade do saneamento básico e à escassez de educação sanitária em países em desenvolvimento. Objetivo: Traçar o perfil epidemiológico dos óbitos relacionados à teníase e à cisticercose registrados no Brasil. Metodologia: Estudo quantitativo e descritivo realizado a partir de dados secundários do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Painel de Monitoramento da Mortalidade CID-10, abrangendo o período de 2008 a 2018. Foram analisadas as variáveis sexo, raça/cor, grupo etário e unidade federativa, além do cálculo das taxas de mortalidade. Resultados: No período analisado, foram identificados 7 óbitos por teníase e 976 por cisticercose. O perfil dos óbitos por teníase apresentou prevalência de 51,4% para as variáveis sexo e raça/cor, sendo feminino e preta, respectivamente. Em contrapartida, para a cisticercose, as mesmas variáveis apresentaram valor de 57,3% para o sexo masculino e 50% para a raça/cor branca. A maior taxa de mortalidade por cisticercose foi de 0,51 óbitos por milhão de habitantes, registrada no ano de 2013, mostrando uma linha de tendência descendente ao longo da série histórica. São Paulo, Minas Gerais e Paraná concentraram mais da metade das mortes por cisticercose. Conclusão: Os achados sugerem uma provável subnotificação do complexo devido à ausência de obrigatoriedade de notificação nacional. Evidencia-se a necessidade de investimentos estruturais em saneamento básico, qualificação do monitoramento epidemiológico no ecossistema de Saúde Única e fortalecimento das ações de educação em saúde para mitigar a mortalidade por essas parasitoses no cenário brasileiro.
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Referências
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