AUDITORIA CONTÍNUA E TECNOLOGIA: O USO DE ANÁLISE DE DADOS E AUTOMAÇÃO PARA APRIMORAR A EFICÁCIA DO CONTROLE INTERNO
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n4p315-331Palavras-chave:
Auditoria contínua. Controle interno. Análise de dados. Automação. Inteligência Artificial.Resumo
O presente trabalho aborda a transição do modelo tradicional de auditoria para a auditoria contínua e analisa o impacto da automação e da análise de dados no aprimoramento dos controles internos organizacionais. Historicamente, a prática da auditoria tem sido baseada em análises manuais, periódicas e realizadas por amostragem. Contudo, diante do crescente volume de informações e da complexidade das operações empresariais contemporâneas, esse modelo apresenta limitações quanto à capacidade de monitoramento e identificação tempestiva de riscos. Nesse contexto, a incorporação de tecnologias como Inteligência Artificial (IA), Big Data e Automação de Processos Robóticos (RPA) possibilita o monitoramento contínuo das transações em tempo real, promovendo uma mudança significativa na atuação da auditoria, que passa de uma abordagem predominantemente reativa para uma atuação mais preventiva e proativa. O objetivo desta pesquisa é analisar como a auditoria contínua e as ferramentas tecnológicas associadas contribuem para o fortalecimento e a eficiência dos controles internos nas organizações. Quanto aos procedimentos metodológicos, trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, com caráter exploratório, desenvolvida por meio de levantamento bibliográfico em livros, artigos científicos, dissertações e demais publicações relacionadas ao tema. Os resultados apontam que a adoção da auditoria contínua contribui para superar as limitações temporais e amostrais da auditoria tradicional, proporcionando maior agilidade na identificação de falhas, mitigação de riscos, prevenção de fraudes e suporte à tomada de decisões gerenciais. Entretanto, verifica-se que essa evolução tecnológica também impõe desafios às organizações, especialmente em relação aos custos de implementação, à integração dos sistemas e à necessidade de constante atualização das competências analíticas e tecnológicas dos profissionais de auditoria.
Downloads
Referências
ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2005.
BOCCATO, Regina Celia Baptista. Metodologia da pesquisa bibliográfica como instrumento para a busca da informação na biblioteca digital. Revista de Ciência da Informação, v. 7, n. 4, 2006.
BRITO, João Carlos Ramos. O impacto dos sistemas de informação na auditoria. 2015. Dissertação (Mestrado em Contabilidade e Auditoria) – Universidade de Aveiro, Aveiro, 2015.
CALAMITA, Alessandro. A transformação digital e o novo perfil do auditor interno. São Paulo: Trevisan Editora, 2022.
CAMARGO, Juliano. Auditoria contínua: conceitos e aplicação prática. São Paulo: Contabilidade & Tecnologia, 2012.
CODESSO, Mauricio. Continuous auditing and continuous monitoring in ERP environments. 2018. Tese (Doutorado) – Rutgers University, Newark, 2018.
CREPALDI, Silvio Aparecido. Auditoria contábil: teoria e prática. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2011.
CRUZ, Mariana Silva. Inteligência artificial aplicada à auditoria interna. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2020.
FARIAS, R. S. et al. Tecnologias disruptivas na auditoria moderna: desafios e oportunidades. Revista Brasileira de Contabilidade, n. 254, p. 12-25, 2022.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2022.
GONÇALVES, Antonio. Auditoria interna e governança corporativa. 2. ed. São Paulo: Dialética, 2024.
GUTTSAYT, Edward. O julgamento profissional na era da auditoria digital. Revista de Contabilidade e Organizações, v. 17, e19021, 2023.
ISACA. Information Systems Auditing: Fundamentals and Evolution. Rolling Meadows: ISACA, 2022.
LESSA, Fernando. Big Data e Data Analytics no suporte à auditoria. Porto Alegre: Bookman, 2024.
MOFFITT, K. C. et al. Robotic Process Automation para auditoria: diretrizes para implementação. Horizontes de Contabilidade, v. 32, n. 1, p. 1-10, 2018.
NUNES, Roberto. Automação de processos robóticos (RPA) na contabilidade. São Paulo: Thomson Reuters, 2022.
PINTO, José. A evolução dos modelos de controle e auditoria. Lisboa: Sílabo, 2011.
PIRES, Sandra. Gerenciamento de riscos e auditoria contínua. Coimbra: Almedina, 2011.
SANTOS, Rodrigo. Prevenção de fraudes por meio do monitoramento contínuo. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2014.
SOUSA, A. S.; OLIVEIRA, G. S.; GOMES, A. S. Como fazer uma revisão bibliográfica: roteiro prático. Revista de Estudos Acadêmicos, v. 2, n. 1, p. 55-67, 2021.
VASARHELYI, M. A. et al. Continuous auditing: theory and development. Rutgers Studies in Accounting Information Systems, v. 1, p. 15-35, 2012.
XAVIER, A. B.; CANDIDO, K. H. F.; ROBERTO, J. C. A.; SOUTO, S. P. A automação industrial como solução e não como ameaça aos trabalhadores. Revista de Gestão e Secretariado, [S. l.], v. 14, n. 6, p. 9019–9032, 2023. DOI: 10.7769/gesec.v14i6.2278. Disponível em: https://ojs.revistagesec.org.br/secretariado/article/view/2278. Acesso em: 1 jun. 2026.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Adriane Teixeira Pereira, Claudia Souza de Araújo, Sabrina Gonçalves de Oliveira Mello, José Carlos Alves Roberto, Zulia Paulino Cavalcante

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você tem o direito de:
- Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
- Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
- O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
- Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado , prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas . Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
- Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.