Validação Concorrente do Protocolo Normal Flex para Avaliação da Amplitude de Movimento Articular em Mulheres Idosas: Estudo Comparativo com Métodos Goniométricos
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n5p912-926Resumo
Este estudo investigou os impactos do envelhecimento na flexibilidade de mulheres idosas, com ênfase na validação do protocolo Normal Flex como instrumento de avaliação da amplitude de movimento articular (ADM). Realizou-se uma revisão de literatura abordando as alterações fisiológicas relacionadas à idade, os efeitos do sedentarismo e os benefícios da atividade física regular.
A amostra inicial foi composta por 50 mulheres idosas (idade média entre 60 e 75 anos), residentes no Estado do Rio de Janeiro, divididas em dois grupos: 30 fisicamente ativas (Grupo 1) e 20 sedentárias (Grupo 2). Houve perda amostral de 9 participantes. O protocolo Normal Flex consiste em sete movimentos organizados em três segmentos corporais (membros superiores, tronco e inferiores), com três níveis de dificuldade e registro dicotômico (sucesso/insucesso).
O protocolo foi comparado com goniometria analógica, digital, radiológica e toniciometria. A análise estatística incluiu correlações de Spearman e Pearson, além da aplicação de Lógica Fuzzy por meio do software FuzzyTech® para classificação combinatória.
Principais resultados: Observou-se validade concorrente moderada a alta entre a goniometria analógica e digital na maioria dos movimentos (ex.: extensão horizontal do ombro r ≈ 0,83; abdução do ombro r = 0,99; flexão lombar em pé r = 0,86; flexão do joelho r = 0,96; todos com p < 0,05). As correlações com goniometria radiológica e toniciometria foram baixas ou inexistentes, demonstrando que esses métodos não são adequados como padrão-ouro. A fidedignidade interavaliadores foi boa, com consistência nas medidas de tendência central. A análise por Lógica Fuzzy confirmou a validade da tabela classificatória, especialmente no Grupo 1, onde as participantes ativas apresentaram alta concentração de escores máximos. As correlações entre os testes de flexão lombar foram moderadas, porém sem redundância, justificando a manutenção de todos os itens no protocolo.
Conclusão: O protocolo Normal Flex mostrou-se fidedigno e válido para a avaliação funcional da flexibilidade em mulheres idosas. Recomenda-se sua utilização no monitoramento da autonomia funcional no envelhecimento. Estudos futuros com amostras mais heterogêneas são sugeridos para fortalecer sua validação.
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