O PARADOXO DA HIPERCONECTIVIDADE: TECNOLOGIA, ISOLAMENTO SOCIAL E SOFRIMENTO PSÍQUICO NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n6p615-631Palavras-chave:
Saúde Mental. Tecnologia Digital. Isolamento Social. Solidão. Redes Sociais. Sofrimento Psíquico.Resumo
A expansão das tecnologias digitais modificou profundamente as formas de comunicação, sociabilidade, trabalho, entretenimento e construção da identidade na sociedade contemporânea. Embora smartphones, redes sociais e plataformas digitais ampliem as possibilidades de interação e manutenção de vínculos, a conectividade permanente não necessariamente corresponde à presença de relações sociais significativas. Nesse contexto emerge o paradoxo da hiperconectividade, caracterizado pela coexistência entre intensa conexão digital e experiências de solidão, isolamento social percebido e sofrimento psíquico. O presente estudo tem como objetivo analisar a relação entre hiperconectividade, utilização das tecnologias digitais, isolamento social e saúde mental, considerando especialmente ansiedade, sintomas depressivos, solidão, comparação social e comprometimento do bem-estar psicológico. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, fundamentada em estudos nacionais e internacionais relacionados ao uso de tecnologias digitais e seus impactos psicossociais. As evidências indicam que os efeitos das tecnologias sobre a saúde mental não são uniformes e dependem de fatores como intensidade, finalidade e padrão de uso, características individuais, qualidade das interações e contexto social. Uso problemático, exposição excessiva, comparação social, necessidade constante de validação, interrupções frequentes e substituição de interações presenciais podem estar associados a piores indicadores de bem-estar. Em contrapartida, os ambientes digitais também podem fortalecer vínculos, ampliar acesso à informação e facilitar redes de apoio. Conclui-se que o enfrentamento do sofrimento relacionado à hiperconectividade exige abordagem equilibrada, evitando tanto a demonização da tecnologia quanto a negligência dos riscos associados ao uso disfuncional, sendo necessárias estratégias de educação digital, promoção da saúde mental e fortalecimento de vínculos sociais significativos.
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