ASPECTOS TOMOGRÁFICOS PELO FEIXE CÔNICO DE DENTES COM HIPERCEMENTOSE
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n3p1169-1182Palavras-chave:
Raiz dentária, Tomografia computadorizada de feixe cônico, HipercementoseResumo
Avaliar dentes com hipercementose e distúrbios de erupção em imagens de tomografia computadorizada do feixe cônico de adolescentes e adultos. Estudo transversal retrospectivo de tomografias de pacientes, ambos os sexos, brasileiros, com idade entre 12 e 50 anos, obtidas do banco de dados de um centro radiológico privado contendo imagens tomográficas hiperdensa na superfície radicular compatível com hipercementose. Das 15 imagens avaliadas nos planos sagital e coronal, verificou-se maior ocorrência de hipercementose nos pacientes maiores de 30 anos de idade. Quanto ao grupo dentário, indícios tomográficos de hipercementose foram mais frequentes nos terceiros molares inferiores (66,66%), seguidos dos pré-molares inferiores (13,33%), caninos inferiores (13,33%) e pré-molar superior (6,67%). Em relação ao grau de erupção dentária, 46,67% das unidades estavam irrompidas. As unidades dentárias parcialmente irrompidas (40%) ou não irrompidas (13,33%) se apresentavam impactadas. A hipercementose estava localizada em 86,67% no terço apical (Grau 1) e 13,33% no terço médio e apical (Grau 2). Notou-se também que 26,67% estavam associados a anquilose. Os resultados deste estudo evidenciam a possibilidade de indicar a tomografia de feixe cônico como um exame auxiliar no diagnóstico precoce dos dentes com hipercementose.
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Referências
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