Entre Silenciamentos e Resistências: A Filosofia Africana nas Políticas Curriculares Brasileiras
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n1p2878-2900Palabras clave:
Currículo, Eurocentrismo;, Filosofía AfricanaResumen
El presente artículo analiza el carácter eurocéntrico de las políticas curriculares brasileñas y la marginación de la filosofía africana en el contexto educativo. El objetivo es comprender cómo los documentos oficiales, como la Base Nacional Común Curricular (BNCC), la Ley n.º 10.639/2003 y la Ley n.º 11.645/2008, reproducen la colonialidad del saber, así como investigar el potencial de las epistemologías del Sur para la construcción de un currículo más plural e inclusivo. La investigación es de naturaleza cualitativa, exploratoria y descriptiva, desarrollada mediante análisis documental de dichas políticas educativas, articulada con referentes teóricos decoloniales. Los resultados evidencian que, aunque existen avances legales en el reconocimiento de la diversidad étnico-racial, persiste la hegemonía de una epistemología eurocéntrica que limita la inclusión efectiva de los saberes africanos e indígenas, reforzando prácticas de silenciamiento y epistemicidio. Se concluye que la superación de este paradigma exige no solo cambios normativos, sino también transformaciones en la formación docente, en los materiales didácticos y en las prácticas pedagógicas, con el fin de promover una ecología de saberes y la valorización de la filosofía africana como fundamento de una educación democrática y emancipadora.
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