UM PANORAMA DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E DA IMPLANTAÇÃO DA ASSISTÊNCIA MATERNA HUMANIZADA NO BRASIL

Autores/as

  • Analuz do Nascimento Araújo Afya - Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna
  • Francine Dalmaso Tosta Afya - Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna
  • Jaíza Carvalho Batista Afya - Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna
  • João Pedro Pires Ribas Brandão Afya - Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna
  • Maria Eduarda Moreira Pedrosa Afya - Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna
  • Rafaella Ferreira Rocha Santana Afya - Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna
  • Riqueila Nunes Gomide Afya - Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna
  • Luciano de Oliveira Souza Tourinho Afya - Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n2p278-291

Palabras clave:

Assistência Materno-Infantil, Humanização dos Serviços, Rede-Cegonha

Resumen

Introdução: A assistência qualificada ao parto é fundamental para a promoção da saúde materno-infantil, entretanto, a persistência da violência obstétrica representa um importante desafio à qualidade do cuidado. Caracterizada por práticas de desrespeito, negligência e intervenções sem consentimento, essa problemática reflete fragilidades estruturais e institucionais dos serviços de saúde. Nesse contexto, a assistência materna humanizada surge como estratégia para promover cuidado centrado na mulher e melhorar os desfechos obstétricos. Assim, o presente estudo objetivou analisar o panorama da violência obstétrica e a implementação da assistência humanizada no Brasil. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, com abordagem qualitativa, realizada nas bases PubMed, LILACS e SciELO, incluindo artigos publicados entre 2021 e 2026. Resultado e Discussão: Após aplicação dos critérios de elegibilidade, 25 estudos compuseram a amostra. Os resultados evidenciaram elevada prevalência de violência obstétrica, com estimativas entre 45% e 60% das mulheres relatando experiências de desrespeito durante o parto, especialmente entre grupos socialmente vulneráveis. Além disso, observou-se que práticas humanizadas estão associadas à melhoria da experiência do parto, maior satisfação materna e redução de intervenções desnecessárias. Contudo, sua implementação no Brasil ainda ocorre de forma desigual, com limitações relacionadas à formação profissional e à efetivação das políticas públicas. Considerações finais: Conclui-se que a assistência humanizada constitui estratégia eficaz para o enfrentamento da violência obstétrica, embora ainda sejam necessários avanços estruturais para sua consolidação.

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Publicado

2026-04-06

Cómo citar

ARAÚJO, Analuz do Nascimento; TOSTA, Francine Dalmaso; BATISTA, Jaíza Carvalho; BRANDÃO, João Pedro Pires Ribas; PEDROSA, Maria Eduarda Moreira; SANTANA, Rafaella Ferreira Rocha; GOMIDE, Riqueila Nunes; TOURINHO, Luciano de Oliveira Souza. UM PANORAMA DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E DA IMPLANTAÇÃO DA ASSISTÊNCIA MATERNA HUMANIZADA NO BRASIL. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 2, p. 278–291, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n2p278-291. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/832. Acesso em: 27 abr. 2026.