ECONOMIA FINANCEIRA E OS BENEFÍCIOS SÓCIOS-AMBIENTAIS COM A IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DA ENERGIA SOLAR EM UM TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO NORDESTE DO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n2p604-625Palabras clave:
Viabilidade econômica, Impacto ambiental, Descarbonização, Eficiência Energética.Resumen
Devido às mudanças climáticas, a principal fonte de energia elétrica do Brasil, a hidrelétrica, sofre constantes alterações na produção e, consequentemente, no custo para o consumidor, seja este residencial ou empresarial. Nesse cenário, os consumidores têm voltado suas atenções para o uso de fontes alternativas, com destaque para a energia solar, amplamente utilizada nas últimas duas décadas. Esta pesquisa objetivou analisar a viabilidade econômica e os impactos ambientais da implantação de sistemas de geração de energia solar fotovoltaica no Tribunal de Justiça de um estado do Nordeste (TJ), considerando sua estrutura administrativa e o perfil de consumo energético institucional. Verificou-se em que medida a adoção da energia fotovoltaica contribui para a redução de custos operacionais e das emissões de gases de efeito estufa, alinhando-se às diretrizes de sustentabilidade na administração pública. Metodologicamente, trata-se de um estudo de caso de abordagem quali-quantitativa, com caráter descritivo e analítico. Foram utilizados dados referentes ao consumo de energia elétrica das unidades do TJ, relatórios institucionais e documentos técnicos. A análise econômico-financeira procedeu-se por meio de indicadores como payback simples e descontado, enquanto a dimensão ambiental estimou a redução das emissões de CO₂ equivalente (tCO₂e) a partir de fatores de emissão oficiais do setor elétrico brasileiro. Os resultados evidenciaram significativa redução das despesas com energia elétrica, demonstrando viabilidade econômica no médio prazo, com retorno de investimento compatível com padrões de projetos de infraestrutura pública. Verificou-se expressiva mitigação das emissões indiretas associadas ao consumo de eletricidade, reforçando o papel estratégico da energia solar como instrumento de descarbonização institucional. O estudo identificou, ainda, ganhos intangíveis, como o fortalecimento da imagem institucional e a aderência a políticas de transição energética.
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