“SAMBA PRESIDENTE” E OUTRAS RESISTÊNCIAS: CONTRIBUIÇÕES DA MÚSICA DE DANIELA MERCURY PARA O CAMPO PÓS-CRÍTICO NO BRASIL PÓS-GOLPE DE 2016
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n2p1430-1450Palabras clave:
Música, resistência, discurso, pós-crítico, subjetividade, cultura.Resumen
Este artigo analisa as produções musicais de Daniela Mercury no contexto do Brasil pós-golpe (2016), compreendendo a música como prática discursiva implicada na produção de sentidos, subjetividades e resistências. Parte-se do seguinte problema de pesquisa: de que modo as canções da artista operam como práticas discursivas de resistência e que contribuições produzem para o campo pós-crítico ao tensionarem discursos hegemônicos sobre política, gênero, raça, sexualidade, religião e democracia? O objetivo geral consiste em analisar tais contribuições, tendo como objetivos específicos identificar enunciados de resistência, analisar como tensionam regimes de verdade, discutir as articulações entre música, política e subjetividade e compreender a música como artefato cultural produtor de sentidos. A pesquisa fundamenta-se em Foucault (1996), Butler (1990), Hall (1997), hooks (1994) e Silva (2000). Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de abordagem pós-crítica, com análise discursiva de letras de canções produzidas entre 2017 e 2025, a partir da identificação de enunciados organizados em aproximações temáticas. Os resultados evidenciam que as canções operam como práticas de resistência ao produzirem deslocamentos nos regimes de verdade e ao tensionarem discursos normativos. Conclui-se que a música popular brasileira, nesse contexto, constitui-se como espaço de disputa simbólica e produção de subjetividades, contribuindo para a construção de horizontes democráticos.
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Citas
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