Prematuridade neonatal associada ao lúpus eritematoso sistêmico materno

Autores

  • Maria Letícia de Araújo Cavalcante Sampaio UNIFIP
  • Ana Lívia Guedes de Sousa
  • Carlos Sérgio Batalha Filho
  • Emmily Rianne Freitas Tiburtino
  • Gabriela de Medeiros Lopes Martins
  • Igor Ihan Azevedo Barboza
  • Maria Gabrielle Caetano Fausto
  • Miguel Nunes Rodrigues Terceiro Neto
  • Natalia Maria da Conceição de Medeiros Bezerra
  • Rytta de Ksya Oliveira Lima
  • Vitorio Augusto Lopes De Freitas
  • Milena Nunes Alves de Sousa

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n3p3127-3144

Resumo

INTRODUÇÃO:O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica que, quando presente na gestação, associa-se a alterações imunológicas e inflamatórias capazes de comprometer o desenvolvimento fetal e aumentar o risco de prematuridade neonatal e desfechos perinatais adversos. O estudo busca analisar a relação entre o LES e a ocorrência de partos prematuros, examinando seus impactos tanto no curso da gravidez quanto nos primeiros dias de vida do recém-nascido.

MÉTODOS: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, com busca nas bases PubMed, ProQuest e LILACS, incluindo estudos publicados nos últimos 10 anos, disponíveis na íntegra e em língua inglesa. Foram selecionados 18 artigos que abordavam a relação entre LES materno, prematuridade neonatal e desfechos perinatais.

DISCUSSÃO: Os achados evidenciam que o LES materno está associado ao aumento da prematuridade, frequentemente decorrente da atividade inflamatória sistêmica, disfunção placentária e ação de autoanticorpos. Observou-se elevada frequência de pré-eclâmpsia, baixo peso ao nascer, restrição do crescimento intrauterino e óbito fetal. A prematuridade configura-se como desfecho multifatorial, intensificado por exacerbações da doença. Além disso, alterações imunológicas, como desequilíbrio Th17/Treg, contribuem para a morbimortalidade neonatal.

CONCLUSÃO: O LES materno influencia negativamente a evolução gestacional, aumentando o risco de prematuridade e desfechos adversos. O controle clínico adequado da doença é determinante para melhores resultados materno-fetais, sendo essencial o acompanhamento pré-natal especializado para redução da morbimortalidade perinatal.

Palavras-chave: Recém-nascido Prematuro. Gravidez de Alto Risco. Recém-nascido de Baixo Peso Infantil.

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Publicado

2026-05-31

Como Citar

DE ARAÚJO CAVALCANTE SAMPAIO, Maria Letícia et al. Prematuridade neonatal associada ao lúpus eritematoso sistêmico materno. Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 3, p. 3127–3144, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n3p3127-3144. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/1119. Acesso em: 17 ago. 2026.