PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS INTERNAÇÕES POR PNEUMONIA NO BRASIL DE 2020 A 2025
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n5p816-831Palavras-chave:
Pneumonia, Internações, Brasil, EpidemiologiaResumo
A pneumonia permanece entre as principais causas de morbidade e mortalidade por doenças infecciosas no mundo, representando importante problema de saúde pública devido ao elevado número de hospitalizações, óbitos e custos assistenciais. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico das internações por pneumonia no Brasil entre 2020 e 2025. Trata-se de um estudo ecológico, descritivo, baseado em dados secundários extraídos do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), disponibilizados pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS), por meio da plataforma TABNET. Foram analisadas as variáveis região, sexo, faixa etária, cor/raça, número de internações, óbitos e taxa de mortalidade. No período avaliado, registraram-se 3.460.743 internações e 378.888 óbitos por pneumonia no país. Observou-se redução das hospitalizações em 2021, seguida de aumento progressivo até 2025. A região Sudeste concentrou o maior número de internações (1.322.333) e óbitos (177.897), além da maior taxa de mortalidade (13,45). Houve predomínio de internações e óbitos no sexo masculino, embora a taxa de mortalidade tenha sido semelhante entre os sexos. Indivíduos com 60 anos ou mais apresentaram o maior número de hospitalizações (1.599.539), concentraram 316.051 óbitos e exibiram a maior taxa de mortalidade (18,82). Quanto à cor/raça, indivíduos pardos apresentaram maior número absoluto de internações e óbitos, enquanto a população preta registrou a maior taxa de mortalidade. Os resultados evidenciam que a pneumonia permanece como importante causa de internações e mortes no Brasil, especialmente entre idosos e residentes da região Sudeste, destacando a influência de fatores demográficos e sociais sobre a distribuição da doença. Os achados reforçam a necessidade de fortalecimento das estratégias de prevenção, ampliação das coberturas vacinais, diagnóstico precoce e redução das desigualdades no acesso aos serviços de saúde, visando diminuir o impacto da pneumonia sobre o Sistema Único de Saúde.
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