PREVALÊNCIA E PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS INFECÇÕES VAGINAIS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n3p1128-1142

Palavras-chave:

Infecção vaginal, Vulvovaginite, Candidíase, Trichomonas Vaginalis

Resumo

Introdução: A vagina possui um ecossistema complexo e diverso conhecido como microbiota vaginal, um desequilíbrio pode acarretar infecções vaginais, uma condição prevalente vista como uma preocupação significativa de saúde pública devido à sua ocorrência de forma abrangente. As infecções mais prevalentes são a vaginose bacteriana, causada pela bactéria Gardnerella vaginalis, a candidíase vulvovaginal, desencadeada pelo fungo Candida albicans, e a tricomoníase, provocada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Além disso, as infecções vaginais geram um grande impacto na saúde reprodutiva feminina. Estudos de caráter epidemiológico que abordem as vulvovaginites são fundamentais para a elaboração de políticas públicas de saúde destinadas às mulheres, favorecendo o planejamento de ações programáticas de prevenção e assistência a esses agravos. Objetivos: Identificar a prevalência de infecções vaginais em mulheres atendidas no Ambulatório de Saúde Comunitária da Universidade de Gurupi – UNIRG seus hábitos de vida que favoreçam estas infecções, formas clínicas mais comuns e métodos diagnósticos mais utilizados. Metodologia: Pesquisa quantitativa, transversal, de caráter retrospectivo e descritivo, por meio da análise de prontuários de mulheres atendidas no Ambulatório de Saúde Comunitária da Universidade de Gurupi (UNIRG), entre 2022 a 2024. Foram incluídas mulheres com idade igual ou superior a 18 anos que apresentaram diagnóstico de infecções vaginais identificado por exame clínico ginecológico e/ou citologia oncótica. Foram excluídas mulheres menores de 18 anos, aquelas que não realizaram os exames propostos e os prontuários que apresentaram microbiota vaginal dentro dos padrões de normalidade. Resultados: A faixa etária de maior prevalência de vulvovaginites no estudo foi a de 26 a 36 anos (30,76%), com a presença isolada de Candida sp., Gardnerella vaginalis,Trichomonas vaginalis além de casos de coinfecção. Conclusão: As vulvovaginites impactam na saúde sexual, reprodutiva e mental das mulheres e para melhoria da saúde é necessário o acesso e a padronização do diagnóstico clínico são extremamente vitais para o tratamento adequado das vulvovaginites além de se fazer necessário o registro adequado nos prontuários.

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Publicado

2026-05-14

Como Citar

DA SILVA, Ândrea Tammiê Peixoto et al. PREVALÊNCIA E PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS INFECÇÕES VAGINAIS . Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 3, p. 1128–1142, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n3p1128-1142. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/971. Acesso em: 17 ago. 2026.