TELEACOLHIMENTO E SAÚDE MENTAL NA PANDEMIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UMA PSICÓLOGA NA SAÚDE COLETIVA
DOI:
https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n5p797-815Palavras-chave:
teleacolhimento, psicologia, pandemia, saúde mentalResumo
Este artigo visa apresentar uma experiência do teleacolhimento em psicologia, no âmbito da saúde coletiva, na pandemia de Covid-19. Essa intervenção ocorreu entre os anos de anos de dois mil e vinte e dois mil e vinte e dois, em programas de teleacolhimento, vinculados à rede pública de saúde pernambucana. Nesse contexto de crise sanitária, a psicologia, ao ser requisitada, ofertou respostas rápidas e eficazes pautadas em intervenções fundamentadas, tanto no aspecto teórico, quanto ético-técnico. O sofrimento psíquico na pandemia abrangeu sintomas de ansiedade, somatizações, medo, tristeza, solidão, bem como sequelas e danos emocionais decorrentes desse momento vivenciado. Os referenciais da Psicologia da Saúde e da Saúde Coletiva fundamentam esse trabalho. A metodologia adotada foi o relato de experiência, que é um tipo de produção de conhecimento, no qual há descrição e análise da intervenção, à luz do referencial teórico adotado. Foram realizados quinhentos e treze teleacolhimentos nos programas da rede estadual de saúde pernambucana. O público-alvo dessa intervenção foi os trabalhadores da saúde e seus familiares, bem como a população em geral. Quanto às estratégias de intervenção psicológica utilizadas, essas foram pautadas nos primeiros cuidados psicológicos, bem como psicoeducação, as quais trouxeram bastante melhora emocional para os usuários, fomentando a prevenção e promoção da saúde mental. Por fim, destaca-se o papel do teleacolhimento, para a fortalecimento do SUS e sua melhoria contínua, ampliando a assistência em saúde mental e consequentemente, beneficiando mais pessoas.
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