SÍFILIS CONGÊNITA: ASPECTOS CLÍNICOS E PREVENÇÃO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE — UMA REVISÃO DA LITERATURA

Autores

  • Kecyani Lima dos Reis Universidade de Taubaté
  • Percilia Augusta Santana da Silva Campelo Universidade de Taubaté
  • Cesar Mendel Fernandes Ferreira Faculdade dos Carajás
  • Vania Maria de Araújo Giaretta Universidade de Taubaté
  • Marina Amaral Universidade de Taubaté
  • Andre Luis Ferreira Santos Universidade de Taubaté
  • Davi Romeiro Aquino Universidade de Taubaté

DOI:

https://doi.org/10.36557/2674-9432.2026v5n6p585-596

Palavras-chave:

Sífilis congênita, Atenção Primária à Saúde, Cuidado pré-natal, Prevenção e controle, Manifestações clínicas

Resumo

Introdução: A sífilis congênita (SC) permanece como um grave problema de saúde pública no Brasil, resultando em abortamentos, prematuridade e sequelas no desenvolvimento infantil. A incidência da SC atua como um marcador sentinela da qualidade da assistência pré-natal na Atenção Primária à Saúde (APS). Objetivo: Analisar as evidências científicas sobre as manifestações clínicas da sífilis congênita, bem como as estratégias de prevenção e manejo no âmbito da APS no cenário brasileiro. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura pautada na estratégia PICO. A busca foi realizada em bases como PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS e periódicos indexados, priorizando publicações entre 2017 e 2026. A amostra final resultou na síntese qualitativa de 12 estudos e documentos técnicos. Resultados e Discussão: A persistência da SC no Brasil não decorre da falta de tecnologias, mas de falhas nos processos assistenciais. A ampliação quantitativa da cobertura de pré-natal não assegura a redução dos casos sem a devida qualidade no cuidado. Entre os principais obstáculos identificados estão o diagnóstico tardio, barreiras institucionais para a aplicação da penicilina benzatina na Unidade Básica de Saúde (UBS) e subnotificações de desfechos graves. Destaca-se como fragilidade crítica o tratamento do parceiro sexual: menos de um terço recebe a terapêutica adequada, mantendo o ciclo de reinfecção materna. As evidências apontam para a necessidade de descentralização dos testes rápidos, capacitação profissional em enfermagem e medicina para administração imediata de penicilina e busca ativa territorializada. Conclusão: A SC é uma condição amplamente evitável. A redução sustentada de suas taxas no Brasil depende de transformar a expansão quantitativa do pré-natal em excelência assistencial na APS. Para isso, é fundamental garantir o suprimento de insumos, superar barreiras administrativas para o tratamento na UBS, qualificar a vigilância epidemiológica e assegurar a abordagem e tratamento integral do casal.

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Publicado

2026-08-12

Como Citar

LIMA DOS REIS, Kecyani; SANTANA DA SILVA CAMPELO, Percilia Augusta; FERNANDES FERREIRA, Cesar Mendel; ARAÚJO GIARETTA, Vania Maria de; AMARAL, Marina; FERREIRA SANTOS, Andre Luis; ROMEIRO AQUINO, Davi. SÍFILIS CONGÊNITA: ASPECTOS CLÍNICOS E PREVENÇÃO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE — UMA REVISÃO DA LITERATURA . Periódicos Brasil. Pesquisa Científica, Macapá, Brasil, v. 5, n. 6, p. 585–596, 2026. DOI: 10.36557/2674-9432.2026v5n6p585-596. Disponível em: https://periodicosbrasil.emnuvens.com.br/revista/article/view/1359. Acesso em: 17 ago. 2026.